Bullying às Avessas

Bullying às Avessas

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Soube que ataques a bonitos têm acontecido no Brasil.

 

A última notícia que chegou ao meu conhecimento, sobre esses ataques, dá conta de que uma jovem linda e popular no Facebook foi agredida no banheiro da escola.

 

O agressor “filmou” a agressão e postou o registro no Facebook.

 

É um tipo de bullying às avessas.

 

O que era prática comum contra os feios, os magricelas, os gordos, os nerds, os espinhentos e os esquisitos em geral, agora também incide contra os muito bonitos.

 

Os palpiteiros de plantão entram em cena e atribuem as agressões às facilidades da internet.

 

Outros “especialistas”, mais antigos, lembram que os bonitos, antes da popularização das redes, já sofriam de preconceito, lembrando que atrizes belíssimas eram tidas como má atrizes, mas com sucesso garantido por conta apenas da sua beleza.

 

Os palpiteiros mais técnicos tentam classificar as agressões em inveja, despeito, autoestima baixa etc.

 

O picadeiro está montado em torno da arena de horrores que serve de palco para mais um capítulo dos nossos seriados adolescentes.

 

 

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Fernando Corbo é advogado do escritório Corbo, Aguiar e Waise Advogados Associados.

9 comentários

  1. Bulling contra os bonitos no Brasil? Estou correndo risco! Aumentarei minha segurança, já!
    Brincadeiras à parte, Bulling, no geral, é um tema preocupante. Todos os dias, pessoas no mundo todo sofrem com um tipo de violência que vem mascarada na forma de “brincadeira”, sob a justificativa: “Quem nunca foi zoado ou zoou alguém”? Estudos recentes revelam que esse comportamento, que até há bem pouco tempo era considerado inofensivo, pode acarretar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico das pessoas, gerando desde queda na auto-estima até, em casos mais extremos, o suicídio e outras tragédias.

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  2. Estava vendo um programa esses dias que falava sobre a necessidade das pessoas em serem aceitas pelo grupo através de “likes” no Facebook. A discussão era justamente sobre essa questão de que na verdade isso sempre existiu. Citaram como exemplo aquela época em que quem não tinha uma mochila da extinta Company, não era “ninguém”.
    Eu acredito que realmente isso tudo sempre existiu, tanto a necessidade quase doentia de aceitação, quanto o bullying, que agora apenas passou a ter um nome especifico.
    Acredito que o que mudou foi a visibilidade disso tudo. Agora tudo é em tempo real, veloz e atroz.

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  3. Acredito que esse tipo de comportamento é consequencia da nossa sociedade consumista que vende a ideia de que objetos causam o bem-estar social. Com o advento das redes sociais, então, a perversidade da sociedade de consumo ganhou um novo patamar, pois de nada adianta comprar tudo e não mostrar nada. Também não adiantar mostrar e não receber “likes”, vez que tal ausência de aprovação demonstraria algum posicionamento social equivocado do sujeito.

    Assim, surgem, desde cedo, pessoas com maior popularidade nas redes sociais. Essa “popularidade” não é entendida por seus “iguais” na escola, no cursinho, pois poucas pessoas têm maturidade na idade escolar. Acontece de tudo.

    Não sou contra o modelo consumista, só acho tolo as pessosas consumirem bens e não conhecimento.

    Só troco meus sapatos quando eles furam. Nesse meio tempo consigo ler muitos livros.

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  4. André, acho que a coisa é mais ampla. Nas favelas também existem os mais populares. Nas universidades americanas, os garotos fortes do futebol e do basquete são os mais populares. Talvez não esteja no consumo o problema das vaidades.

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    • Fernando, pode ser.

      Segundo o Google, vaidade é ter como princípio a ostentação, a exibição exagerada da sua riqueza e de suas qualidades.

      Me restringi apenas à necessidade de exibição de bens de consumo. De maneira mais ampla, falando em vaidade e consumo, certo é que o ego precisa “consumir aprovação” para sobreviver. E para ser aprovado, precisa se mostrar.

      Infelizes são aqueles escravos do ego.

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