Lisboa

Lisboa

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Continuar a caminhar, sem parar. Não há lugar que eu não vá ou que não queira estar. Sob os meus olhares estou cá. Toda a gente a passar. Como se diz cá, oh sítio bom pá. O sol voltou a brilhar.

Aqui é mesmo o meu lugar. Olho, donde estou, sentado, sozinho, pouco amargurado, feliz ao saber que aqui é meu lugar. Os elétricos passam sem parar. Pessoas, toda gente a andar. Estou cá, no meu lugar, olhando para o Tejo, calmo, como está, ao final da tarde, um encanto e a toda gente a encantar.

Já não vejo o tempo passar. Gosto de andar esperando a vinda do luar. Minha Lisboa como é bom te amar. Não quero estar em outro lugar que não seja cá, nessa Lisboa, menina, vulgar, a cantar, com o fado a te fazer chorar.

O sol foi descansar, mas deixou a brisa para refrescar.

Já entendi que tu pode ser de Lisboa, mas não estar cá.

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Filósofo e Articulista. Auto didata em Ciências Sociais e Políticas. Estudioso do comportamento humano. Trabalha como ghostwriter.

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