Expressão – sem fronteiras

Expressão – sem fronteiras

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Essa semana foi lançada a Expressão – sem fronteiras, revista promovida pelo escritório Corbo, Aguiar & Waise através da CAW Diálogos. Cedi uma entrevista sobre a iniciativa como podem ver abaixo.


1- Como surgiu a ideia do projeto?

Os projetos são planejados. As ideias surgem. Ideia e projeto não se confundem. Tenho ideias, mas sem projetos. Ao idealizarmos alguma coisa, não construímos um projeto, mas uma simples ideia. Essa revista parte de um ideal, mas não de um projeto.

Em algum momento enxerguei a vontade de falar de forma escrita, longe dos simples pensamentos. Vivemos, diariamente, uma infinidade deles, interessantes, ou não, a depender do olhar e da perspectiva, que podem ser registrados e levados a reflexão.

É dar voz ao simples pensar. Nosso meio está cheio de grandes pensadores, com ideais e influências positivas, não só para o mundo jurídico, mas para toda a sociedade, como um todo, que permanecem silenciosas e num frio anonimato.

Penso que devemos levar essas vozes para o maior número de pessoas, multiplicando todas as fontes possíveis de reflexão. Nessa primeira edição, por exemplo, oportunizamos para muitos mais, não tenho dúvidas, o compartilhamento de alguns desses pensadores que saem dessa vala comum da mesmice. Veja, por exemplo, a matéria do Desembargador José Renato Nalini; ele sem a toga, é um grande professor do pensamento libertário. Nalini revela uma outra faceta, distante da frieza imparcial do Tribunal, para se apresentar como um ser humano comum e dotado de uma intelectualidade literária inimaginável para muitos. O quanto de aprendizado encontramos nas palavras dele. Por que não levar isso para toda uma comunidade?

É isso e para isso que se presta a “Expressão” e sempre sem fronteiras. As vírgulas ficam de fora.

2- A intenção é justamente expandir fronteiras. Qual linha editorial foi utilizada para conceber um conteúdo inédito para a revista?

Não acredito, como ser humano comum, em fronteiras. Essas linhas geográficas estão apenas nas convenções organizacionais. O ser humano nasce e deve manter-se sempre livre.

A liberdade de expressão é inviolável. Se a dor não pode ser sentida e manifestada, não há como existir a dor. Há, aí, uma forma de repressão moralmente preconceituosa e desordenada. Não há uma linha editorial pré-concebida, na essência.

A proposta nasceu de dar a palavra para quem tem o que falar e quer falar. É só isso.

3-No que ela difere das outras publicações que possuem o mesmo público alvo?

Respeito e leio todas as revistas dentro do universo jurídico. Nunca pensei no que as demais revistas propõem.

A “Expressão” nasceu numa maternidade com ideais próprios, sem roupagens pré-estabelecidas nas mesmas boutiques literárias.

4- Grandes planos para o futuro da revista?

Quem determina o futuro de um empreendimento literário é o leitor. Eu não faço a menor ideia do que acontecerá amanhã. Só quero continuar insistindo, até onde for possível ou deixarem, em levar alguma coisa que possa ser útil e construtiva para a busca do conhecimento.

5- Qual a visão dos sócios em relação a iniciativa?

Penso que sejam as melhores, mas confesso que ainda não tive tempo, saindo desse outro terreno, meio alienígena da advocacia, de conversar com eles sobre isso.

6- Quais benefícios ela trará para o escritório? E para os seus colaboradores?

Não me preocupo com benefícios para o escritório. O escritório não vive de revistas (rs). A CAW vende serviços jurídicos de extrema qualidade. A revista está longe do escritório. E digo isso porque não há nada de comercial nessa revista. Só estamos levando a palavra de alguns juristas e pensadores para dentro de alguns poucos ambientes.

Sobre os nossos colaboradores eu só espero que eles gostem e também enxerguem algo de positivo para as respectivas vidas pessoais e profissionais.

 

 

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Márcio Aguiar é Sócio Fundador do escritório Corbo, Aguiar e Waise Advogados Associados.

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