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Valores: estarão eles a ajudá-lo?
Valores: estarão eles a ajudá-lo?

Descubra como fazer com que os seus valores trabalhem a seu favor!

 

Os nossos valores são, estando alinhados numa escala de valores coerente ou desalinhados numa escala de valores sem priorizações, o filtro que usamos nas tomadas de decisões ao longo das nossas vidas. Isto torna-se absolutamente perceptível se reflectirmos um pouco sobre a extrema dificuldade que temos e o quão penoso para nós é se nos obrigarem a tomar uma decisão que viole a nossa escala de valores. Se, tendo em conta a nossa escala de valores a Honestidade e Rectidão são valores que prezamos e que estão no topo dessa escala, muito dificilmente tomaríamos decisões e, por consequência, acções que nos levassem a ser “menos honestos” ou “menos rectos”. Esta simples ideia mostra a correlação directa entre as nossas decisões e consequentes acções com os valores pelos quais nos pautamos.

Torna-se essencial trabalharmos os nossos valores por forma a encaminharmo-nos no sentido que desejamos para a nossa vida tomando acção nesse mesmo sentido. Trabalhando os nossos valores tornar-nos-emos seres Humanos com maiores aptidões para lidar com todos aqueles que possuem uma escala de valores distinta da nossa, colocando-nos na sua posição, o que reduz os juízos de valor negativos em relação aos outros fruto de os olharmos e avaliarmos pelo nosso e não pelo seu filtro de valores.

Esse trabalho sobre os nossos valores também nos torna pessoas melhores para nós mesmos. Faz com que, mentalmente, nos ordenemos de forma coerente, alinhando os nossos valores às nossas decisões e acções para nos dirigirmos ao exacto objectivo que perseguimos sem desvios labirínticos de desorientação.

Se a orientação e caminho da nossa vida é coordenada pelos nossos valores, trabalhando os valores estamos, em última análise, a trabalhar a nossa vida, o nosso Futuro. Tornamo-nos conscientes de todo o processo e do exacto posicionamento dos nossos valores entre todos os que formam a consciência valorativa social onde todos estão em relativo pé de igualdade. Passamos a poder mudar o nosso discurso em função dos nossos valores pois podemos substituir o“Eu acho” , o “talvez” o “não tenho a certeza” por expressões poderosas como “É minha convicção profunda”, “Eu acredito que” ou “Tenho por verdade que”.

O que fizemos foi, basicamente, através de um processo de reflexão acerca dos Valores que já tínhamos se bem que mais ou menos dispersos e desordenados, e organizámo-los numa escala absolutamente poderosa e vital a que se chama escala de valores. Toda a gente tem valores, sendo eles bons ou maus valores, no entanto, a grande crise de valores está no facto de, poucos, terem escalas de valores. Chegamos assim á ideia de que todo o sucesso ou insucesso é afinal também uma questão de Valores.

Os valores têm o poder de nos aproximar ou afastar dos nossos sonhos. É com base nestas constatações que Sir Walter Scott (1771-1832), um histórico autor, escreveu que “todos os homens que foram valiosos em alguma coisa puseram a ênfase na sua própria educação”, e isto justamente porque souberam e conseguiram identificar e organizar os valores poderosos que lhes foram passados ao longo do seu processo de crescimento pessoal para alcançarem realizações importantes e marcantes. Tornaram-se pessoas de valor, pessoas de convicções fortes, pessoas melhores para si, para os outros, para a sociedade e para o Mundo.

Como reflectiu o escritor Milan Kundera(1929-…), “o valor de um ser humano reside na capacidade de ir além de ele próprio, de sair de dentro de si próprio, de existir dentro de si próprio e para as outras pessoas”.

E então, estarão os seus Valores a ajudá-lo?

 

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É SEMPRE POSSÍVEL SER MELHOR
É SEMPRE POSSÍVEL SER MELHOR

O Desenvolvimento Pessoal é um percurso de crescimento viciante que nos torna melhores Pessoas, melhores Seres Humanos. Isso faz com que nos possamos superar a cada dia, sendo melhores para nós próprios, para os outros e para o Mundo.

Todo o Universo é estruturado com base em Leis. Se formos progressivamente alinhando os nossos pensamentos e as nossas acções com essas Leis passamos a ter os ventos a soprar a nosso favor, passamos a navegar a favor da corrente ao invés de ter o vento a maré e uma série de outros elementos contra nós.

Mudar está nas nossas mãos. Essa demanda pela evolução pessoal já valerá a pena se hoje conseguirmos ser apenas 1% melhores do que éramos ontem. E ter escrito esta publicação já valeu a pena se pelo menos já o leu até aqui.

O que somos hoje é fruto do que fomos, de como agimos e de como pensámos no passado. Em última análise é fruto da educação que tivemos, tanto das pessoas como das instituições que fomos frequentando. Foi assim que fomos construindo a nossa personalidade e sedimentando os nossos Valores e convicções. O melhor no meio de tudo isto é que, quer consideremos que essa educação e processo de crescimento tenham sido positivos ou negativos, podemos reeducar-nos e tornar ainda mais fortes, organizados e poderosos os nossos Valores e convicções.

Podemos tornar mais clara a nossa Visão do Futuro.

Podemos actuar por forma a nos aproximarmos cada vez mais dos nossos sonhos e do sucesso, sendo seres Humanos mais eficientes e eficazes.

No fundo é isso mesmo…É SEMPRE POSSÍVEL SER MELHOR!

 

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A nossa personalidade é construída e assenta toda ela sobre valores.Esses valores foram-nos passados ao longo do nosso processo de crescimento como seres Humanos. Um primeiro e indispensável repositório de valores é a família que, de uma forma ou de outra, enquanto núcleos mais pequenos da sociedade, tendem a agregar os principais valores da mesma.

Funciona no fundo como um triângulo invertido do geral para o particular.

Na base da pirâmide está a sociedade no seu todo que tende a possuir, de uma forma mais ou menos unânime os mesmo valores basilares pelos quais se pauta, como escreveu Virgílio Ferreira (1916-1996), famoso escritor Português “os grandes valores não se definem como se não define uma simples dor de dentes.” No fundo, esses valores constituem a consciência social. É por este factor que certos comportamentos são genericamente aceites como eticamente conformes, enquanto outros serão eticamente desconformes. E o que é desconforme é reprovável.

Em seguida na pirâmide, vêm surgindo as entidades menores, que são o reflexo mais ou menos fiel dos valores da sociedade.

No fim desta pirâmide está a Pessoa, individual e concreta. O que tende a acontecer de uma forma cada vez mais comum, é uma progressiva subjectivação de determinados valores à medida que se desce na pirâmide. É como se o seu peso lá estivesse mas aleatoriamente cristalizado. Este é um fenómeno preocupante porque se assiste a um exponencial aumento de Pessoas sem consciência da importância dos Valores. E mesmo as que a possuem tendem a não possuir uma escala de Valores bem definida.

Os nossos Valores são uma das forças fundamentais das nossas vidas.Por esta razão, quando alguém não está consciente deles e não os tem bem definidos, apresentam-se como altamente limitadores. Por sua vez podem ser também, se bem alinhados, importantes para o nosso sucesso na vida. Sendo os valores aquilo que valorizamos, a que damos relevância, que é importante para nós, apresentam-se como critérios de conduta. Tendemos a agir em conformidade com os nossos valores e com o alinhamento que lhes damos, ou seja, a nossa escala de Valores. Mas o que é a escala de Valores? É no fundo a ordem pela qual os Valores são importantes para nós. Todos eles são valores socialmente reconhecidos em posição de igualdade, no entanto para cada Pessoa, a sua hierarquização poderá ser diferente. E será justamente dessas distintas hierarquizações valorativas que tenderão a surgir muitos dos conflitos quer externos/interpessoais quer internos/intrapessoais.

Os conflitos externos/interpessoais relacionam-se com as diferenças do que“é importante para mim” e do que “é importante para ti”. Por outras palavras será uma colisão de escalas de valores. Como, como escreveu a autora Anais Nin (1903-1977) “não vemos as coisas como elas são mas como nós somos”, a nossa visão da realidade e de todas as acções das outras Pessoas são visões tendo por base a nossa escala de valores.

No entanto, como cada um age de acordo com a sua escala de valores, se nos colocássemos no lugar do outro, pensando como se fossemos “ele” e não nós, mais facilmente aceitaríamos e não julgaríamos os outros. Como nos ensina a autora Lise Bourbeau (1941-…), “quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais sobre Pedro que sobre Paulo”. É justamente esta imposição dos nossos valores aos outros a causadora de atritos entre as pessoas e da tendência que apresentamos em nos relacionarmos com Pessoas que apresentem uma escala de valores similar á nossa.

Em relação aos conflitos internos/intrapessoais, tendem a manifestar-se quando existe um desalinhamento da nossa escala de valores, ou seja, quando existem incoerências endógenas entre aquilo que consideramos importante mas possuímos, por alguma razão, dificuldades em estabelecer prioridades.

Assim, identificar os nossos valores e hierarquiza-los por forma a construirmos uma escala de valores forte torna-se uma tarefa absolutamente essencial para reduzir ou eliminar a maioria dos nossos conflitos pessoais.

Vale a pena pensar nisto…

 

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